terça-feira, 31 de março de 2009

JESUS, FAÇO FRETE

Eu estava vindo pro trabalho (sim, porque estou escrevendo do trabalho) quando passei por um monte de caminhoneiros e seus caminhões. Como fico observando tudo, concentrei-me nas barrigas circulares dos caminhoneiros. Nossa, 90% deles tem barriga circular. É estatístico. Mas, olhando também para os caminhões, fiquei rindo sozinha: Na parte de cima do vidro da frente (e nem me peça pra lembrar o nome daquilo), tinha o adesivo "Jesus". No cantinho de baixo, "Faço Frete. Tel XXXXXXX".
Ah, gente, eu só juntei as duas coisas e fiquei rindo. Só isso. Uma vírgula. Ficou lindo.
Ihihihihih.

quinta-feira, 26 de março de 2009

Meu cabelo é paulista..e eles não tocaram Airbag.

Passa tão rápido..parece que foi ontem (expressão clichê) que eu estava pegando o avião para assistir ao show do Radio, o que na verdade foi um pretexto sensacional para passar mais tempo na cidade que eu amo (amotimamãe, amo, amooo). Uma semana luxo, porque, gatos (e fantasminhas), eu posso viajar sem dinheiro, mas não viajo sem cartão de crédito. Comprei mais livros para o meu tcc, estou quase com toda a minha bibliografia, o que poupa uma caralha de tempo em bibliotecas (tempo que eu não tenho, é verdade).

Maaansss, de todas as coisas maravilhosas de São Paulo, algumas me fazem, de verdade, querer me mudar logo, looogoo. A primeira: o frio. Eu não fico passando a mão no rosto o tempo inteiro naquela cidade. Não dá pra suar no frio, é sensacional. E o frio torna o meu cabelo um ente sensacional e independente, que fica lindo sem nem um esforço. Eu acordo e lá está ele, coisa linda, cacheada e penteada não sei por quem (por alguém de um dos meus sonhos psicodélicos, deve ser). Quando vou chegando em Salvador, meu cabelo volta a fazer parte do elenco dos Rebeldes, incha não sei porque diabos e torna-se um gênio indomável inspirado no penteado de Vanessa da Mata.

Meu cabelo, definitivamente, é paulista. Mas tenho certeza que não é paulista das alas chatas, as com lojas de Ferrari. É paulista dos divertidos, das ruas cheias de gente e de lojas doidas.
Ahhh, tem mais. Além de ir à minha cidade querida, fui ao LU-XO do show do Radiohead.
LU-XO.
Sabe aquela coisa de meo-deos-não-acredito-que-estou-aqui? Pois é. Quando vi a carinha do Tom Yorke live, quase tive um treco. E todos os nerds pacíficos que se reuniram lá, cantando, dançando, aquela coisa mais woodstock. Tudo lindo. Foi o melhor show da minha vida, sem doubt.

Mas eles nãããããããão cantaram 2+2=5, nem cantaram Airbag. Ou Just. Ou Let Down.
Só que rolou Paranoid Android e eu dancei feito maluca. E tocaram zilhões de músicas do In Rainbows. Cacete, preciso comprar esse cd e me atualizar. Putaqueopariu. Ah²: a água lá custava CINCO REAIS o copo. Zeus, meu dinheiro acabou naquele momento.
E os caras do Radiohead ainda deram o bis (=D) três vezes. E tocaram CREEP. Sonho.
But i'm a creeeeeeeeep, i'm a weirdoooooooooooooooooooooo, what the hell am i doing here????? lalalalala laaaaa.

E o show de Los Hermanos?

Ah, eu fiquei gritando "Toca Little Joy", porque Amarante fica bem melhor lá. Los Hermanos é uma bosta. o Kraft ainda dá pra levar, se a gente estiver sentado, não num show de 30.000 pessoas espremidas.

Los Hermanos is over, man. Radiohead Rules.

E meu cabelo e a temperatura do meu corpo sentem falta de SP. Oh shit.

terça-feira, 17 de março de 2009

Ah...o desenho.



Meu ex namorado desenha bem, muito bem. Soube recentemente que passou em todos os vestibulares que queria, que bom. Acho que ele desenha melhor do que qualquer pessoa que eu já conheci. E é natural, com toda a prática que ele tem. Quando o conheci eu já estava trabalhando com ilustração, mas parei, porque sentia que meus desenhos eram infinitamente inferiores aos dele.


Depois de recomeçar (e ter terminado com o bofe) a desenhar, comecei a, de fato, estudar desenho. Acabei por descobrir que bons desenhistas não são somente aqueles com um traço perfeito, porque, como pude perceber com a mudança do meu traço ao longo do tempo (e da persistência), técnica e traço perfeitos são adquiridos com o tempo, não são um "dom" que recebemos "divinamente" quando nascemos. É como tocar violão ou adquirir qualquer outra habilidade. O que faz um bom ilustrador é a criatividade. Algo que, diariamente, luto para expandir. A capacidade de desenhistas de olhar para o papel e, a partir de uma idéia, desenvolver uma imagem é, para mim, uma coisa maravilhosa. E isso não significa copiar uma foto; significa criar. Todos os dias me encho de referências, leituras e obras de outros designers, pintores e ilustradores, para que eu mesma possa desenvolver o MEU estilo cada vez mais.


Isso meu ex mesmo disse que não possuía. Era um ótimo "copiador", mas não tinha estilo.


Esse é meu maior desafio. Aprender a técnica sem perder o estilo. Se um dia eu tiver a habilidade de desenhar EXATAMENTE o que eu estou pensando, eu me dou por satisfeita...

Mentira...rs. eu nunca me satisfaço.

( A imagem acima é de Cris Eich. Está no site citado na ilustra e no http://www.sib.org.br/ (Sociedade de Ilustradores do Brasil)).

segunda-feira, 16 de março de 2009

Sonho de vida









Dois machos dominados. uhú.

Bom demais.

Só tenho a dizer que ayhauahauhauahuahauhauhauahuahuahuauahuahauhauhauhauahuahuaau. E é isso. www.malvados.com.br . E isso é uma camisa. Super dá pro professor no primeiro dia de aula.

Parece mas nem é.


Joaquim Phoenix está a caaara de André Setaro.




Psirico é Cubista

Caetano disse em seu blog (www.obraemprogresso.com.br):
"A melhor coisa do mundo é pagode baiano. Eu sempre achei que o Tchan ia dar em riquezas. Harmonia do Samba. O ensaio do Psirico. Um ensaio do Psirico é sempre o bicho."
Eu, como uma pessoa que acaba de iniciar o aprofundamento dos estudos em música, especialmente a música baiana, poderia ter ficado chocada com isso. Mas ainda não fiquei.
Ando com a cabeça aberta. Acho que entrevistarei quem tiver de entrevistar com a sensação de que estou sempre disposta a aprender e apreender. Jamais com uma idéia fixa na cabeça. Tenho um tema para o meu trabalho de conclusão, mas ele é independente para tomar a decisão que quiser.

Por enquanto, acredito que a música baiana é muito, muito mais que Psirico. Caetano foi dizendo, em conversa com o sensacional David Byrne, que Márcio Vítor era um gênio. Eu, particularmente, acredito que ele não faça nada mais que passar a movimentação das ruas para o trio, os palcos. Minha opinião, a parte categórica dela, diz que o problema não é a existência do pagode, até porque se os tropicalistas, na década de 60, queriam quebrar com a mesmice que pairava na bossa nova, devem de algum modo adorar a amplitude de estilos musicais que temos não só na Bahia, mas no Brasil todo. Muitos, muitos estilos diferentes. O problema é o que acontece por trás da manifestação popular, que não faz parte dela: o controle dos produtores deste tipo de música sobre as rádios baianas. Não há variedade. A variedade que Caetano tanto defendeu nos anos 60. E as nossas bandas de estilos diferentes estão fadadas à São Paulo. Não que isso seja ruim, mas é quase como um Êxodo Musical.

Concordamos, eu e meu querido ídolo Caetano, pelo menos em uma coisa: no que diz respeito ao Carnaval. É ridículo o carnaval de cordas. As pessoas se divertiriam muito mais, existiria muito menos violência se todos pudessem brincar como iguais. Seria, enfim, uma festa popular. Mas existe sempre alguém que precisa ganhar muito dinheiro; existe a ostentação do camarote, de ter um abadá que custou três mil reais, de saber-se dentro de um grupo seleto.

Bobagens que eu não entendo.

quinta-feira, 12 de março de 2009

Eu podia ter feito medicina.

Eu sempre soube que cultura era um artigo de luxo. Quem "perdesse tempo" indo ao teatro era rico. Quem perde tempo indo ao teatro é, no mínimo, classe média. Acesso à cultura é coisa de gente que já dispõe de dinheiro para comer, se locomover e se vestir, no mínimo. Escolhi fazer jornalismo porque sou uma idiota que não tem o que fazer e não tem habilidades para salvar o mundo fazendo medicina.
Isso aqui é um desabafo. Estou com raiva, muita raiva porque agora eu sou ninguém. Dentro do meu trabalho, a minha situação é nada, é ridícula. O que faço sempre pode ser postergado, sempre pode ser feito depois. É só comunicação, é só um monte de cartaz ridículo, não tem nada se a gente não fizer mais porra nenhuma. É muito mais importante recuperar as instalações elétricas, poxa. Eu escolhi trabalhar com arte porque sou imbecil. E arte é uma coisa desnecessária nessa porra de país.
O pior é que me sinto uma criança descartável. Ninguém precisa me ouvir, porque há coisas mais importantes para resolver. Ninguém precisa discutir isso agora, não é necessário. Eu nunca vou ser considerada "alguém" a quem respeitar neste lugar. Quando eu estava doente e mal trabalhava direito, era considerada irresponsável. Agora, passados quase doze meses desde aquele período, eu sou, no mínimo, desimportante demais.
Qualquer coisa primeiro.
Então tá. Primeiro, pra mim, SP.

segunda-feira, 2 de março de 2009

Às vezes...

Caramba, quanta gente voltou para a minha vida esses dias. Apareceu no msn - cara bem dura - um dos velhos efes. Depois que eu quase não me lembrava de nada, veio cheio de dedos, dizendo que queria me ver...
Foi aí que me dei conta do tamanho da minha racionalidade.
Pensei em impedi-lo e, de fato, fiz isso. Mesmo ele tendo insistido, eu disse que não e pronto. Aconteceu também com a outra múmia que saiu da catacumba. Encontrei no ônibus, me dizendo que eu sumi. Ah, eu sumi porque conheço bem o seu tipo, engraçadinho.
E mais uma vez, ignorei um pedido para me ver.
E a terceira pessoa é resistente. Depois de eu sumir por várias vezes, não atender o telefonema dele, ele ainda veio me procurar. E eu despistei.
Nunca foi tão difícil procurar um tempo pra mim. Mesmo assim, notei que mudei bastante. Porque, para mim, neste momento, o meu trabalho de conclusão de curso é mais importante que qualquer relação em que eu me envolva. Não acho justo, também, com essas pessoas, eu me comportar como me comportei alguns meses atrás. Até porque eu sofro de uma carência por atenção muito grande, e é disso que eu tenho que me livrar antes de ir morar em São Paulo.

Às vezes é preciso repensar quem eu sou, me auto-criticar. Porque é assim que enxergo grandes defeitos que estavam ali, na minha cara, e eu não percebi. Como aquela mania de seduzir o universo. Aquilo me cansa, profundamente. Então percebi que não preciso disso: percebi quando fiz minha primeira amizade hetero masculina sem interesse nenhum além da amizade.
Percebi quando a única pessoa com quem me envolvi verdadeiramente desde o fim do meu último relacionamento foi, na verdade, uma conquista que eu não esperava, uma pessoa que eu conquistei e que me conquistou...sem que eu utilizasse nenhuma das minhas técnicas.